quinta-feira, 30 de junho de 2016

Casa de Câmbio e passeios

Não ficamos muito tempo na praça por causa da chuva, então fomos até uma parte coberta, onde tinha essas lojinhas e casas de câmbio.
Começamos então a pesquisar o preço do real para poder trocar o dinheiro.
Quase todas, acho que fomos em umas seis, o valor era o mesmo.
0,87.
Ou seja, um real equivalia a 0,87 centavos de soles.
Foi muito fácil e rápido trocar o dinheiro.
Trocamos o dinheiro e fomos as compras.O mapa que nos deram era muito claro, era só seguir, mas, mesmo com o mapa , eu não consigo me locomover direito.
Mas decidimos ir para uma avenida chamada Avenida El Sol, que de acordo com o mapa, tinha muitos lugares interessantes para visitar.





Estava chovendo um pouco mais forte, mas mesmo assim, decidimos caminhar.
Também outra avenida retinha, de fácil localização e com muitas lojas.
Eu estava com dor de cabeça, mas não estava cansada e então, nem lembrei do tal do soroche.
O mal da altitude pode provocar dor de cabeça, vômitos e diarreia.
Então, tomei dipirona, que é o que sempre tomo.
O que estava atrapalhando mesmo era a chuva.
Confesso que ficamos um pouco de mau humor, porque chuva significava problemas., principalmente pelo passeio do dia seguinte.
E eu com dor de cabeça fico impaciente, chata mesmo.
O que nos restava era comprar um guarda chuva e tentar ficar mais dentro das lojas.
Por causa das chuvas, não dava para olhar direito a diferença das lojas, mas pude observar que tinha muitas farmacias assim como casas de câmbio.
E também não conseguíamos ir até o final da avenida.
Mas achamos um lugar que parecia uma feira coberta de artesanato, que depois vendo no mapa era o Centro Qosqo de Arte nativa.
Resolvemos entrar e talvez comprar algo.

Comprinhas

Antes de entrar no Centro Qosqo de Arte Nativa, passamos por algumas lojinhas, que praticamente vendiam os mesmos produtos.
Mas, resolvemos ver também em outras lojas para ver se tinha diferença de preços.
E vendo que os preços eram praticamente iguais, então fomos até o Centro de Arte Nativa.
Gente, tanta coisa linda e barata.
Luvas , lenços, chaveiros, toucas, tudo muito colorido e muito barato também.
Mas a perfeição com que estavam arrumados, cada lojinha arrumadinha e pessoas muito simpáticas.
Minha filha comprou um tênis preto, tipo uma botinha, com detalhes coloridos, lindo, apenas 40 soles.
Eu comprei um casaco de lã, em outra loja, cinza, com capuz, com desenhos de lhamas, paguei 30 soles.
Chaveirinhos de lhamas, 1 soles.Minha filha comprou uma flauta de madeira também com detalhes coloridos 7 soles.
Luvas a partir de 7 soles.
Lenços 20 soles.
Comprei um lenço para a minha outra filha Bianca, lindo, em tons de bege, mas com desenhos.
Gente achei tudo muito barato, de verdade. Não parei para converter cada coisa que eu comprava.
Mas calculava assim : 1 soles era igual a 1 real.







Fiquei muito satisfeita com as coisas que compramos e o preço que pagamos.

Curiosidades

Preciso contar uma situação bem curiosa que aconteceu, lá nesse Centro de Arte Nativa.
Na loja que a Rebecca comprou a flauta e eu comprei o lenço para a Bianca, a senhora que nos atendeu, era muito simpática.
Ela disse a Rebecca que pegasse na flauta e tocasse. Para ver como era e em nenhum momento nos olhou, com ares de desconfiança como alguns lojistas daqui de São Paulo , estrangeiros principalmente fazem.
Era como se nos conhecesse e nos deixou muito a vontade.
Em um determinado momento, ela me pediu, em espanhol, se eu poderia tomar conta da loja dela, porque ela precisava muito ir ao banheiro.
Fiquei feliz por demonstrar confiança, e quando ela voltou, me agradeceu muito.
Sinto muito mesmo, não ter anotado o nome dela e o da loja dela, para escrever aqui no blog e para recomendar as pessoas que fossem até a loja dela, com certeza, seriam tão bem atendidos , assim como nós fomos.
Não poderia deixar de contar a vocês esse fato.

Ida ao mercado

Bom, estávamos morrendo de frio e ainda um pouco molhadas da chuva que pegamos, então decidimos voltar para o hotel.
Lembro que no mapa constava que nessa mesma avenida, tinha um mercadinho.
E tínhamos que passar lá, pois recomendaram que levássemos agua, barrinhas de cereais, chocolates, para comer lá em Machu Picchu. Pois lá, não poderia comer, e o restaurante que ficava na entrada de Machu Picchu, era bem caro.
Então resolvemos passar nesse mercadinho.
Era pequeno, simples, mas também bem arrumado.
Depois de procurar, acabamos comprando um refrigerante chamado Inca Cola, que é muito comum por lá. É claro e bem docinho, mas não tem como explicar o sabor.
Compramos uma barrinha de cereal que é bem diferente daquelas do Brasil. 
Aqui normalmente elas são fininhas e você compra normalmente um pacote com três unidades.
Lá ela é bem maior, mais larga e a embalagem é transparente, ou seja, você realmente vê o que esta comprando.
E compramos um pacote de batatas fritas da marca Lays, clássicas.
Lá batatas se escreve e se fala papas.
Encontramos o milho roxo, muito comum lá.





O tal do soroche

Achamos que compramos poucas coisas para comer, mas, eu estava com frio, molhada da chuva e a minha cabeça estava explodindo.
Normalmente no Brasil, quando eu sinto dor de cabeça, tomo logo dipirona, que pra mim, é a única coisa que faz efeito.
Daí não sei se foi a viagem, o frio, gente eu fiquei muito mal.
E também para completar eu esqueci do tal do soroche. Provavelmente foi um pouco de tudo.
E na volta para o hotel nem lembrei de passar em uma farmácia  e comprar um remédio que se chama Soroche Pills.
Mas, enfim, a Rebecca me aconselhou a irmos para o hotel, eu descansaria um pouco, e depois nos arrumaríamos para sair para jantar.
Eu sei, que na volta , ainda tínhamos vontade de conhecer alguns pontos turísticos que ficavam na Avenida El Sol.
Tinha um lugar chamado Museu de sítio Qoricancha, que ficava logo no começo dessa avenida, já perto do hotel.
Eu estava tão mal, que não tive forças para subir uma pequena quadra, e então a Rebecca foi como se fosse dar uma volta no quarteirão, para ver se esse Museu estava aberto.
Fiquei parada um pouco e então comecei a vomitar.
A essa altura minha cabeça estava explodindo, e achei que vomitando melhoraria. Ledo engano.
Fui ficando cada vez pior.
Daí a Rebecca voltou e fomos voltando em direção ao hotel.
Chegando na Plaza de Las Armas, me sentei um pouco em um dos bancos e vomitei de novo.
Então um senhor se aproximou e me ofereceu um lenço de papel.
Gente, comecei a chorar, porque me emocionei com o gesto de um desconhecido e também porque não queria estar daquele jeito.
Recuperei um pouco as forças e consegui chegar ao hotel.
Fiquei com muita pena da Rebecca, porque tive medo de estragar a viagem , mas, enfim, adormeci.



Antes de viajarmos, achamos graça nessa propaganda, mas, vou confessar, na hora mesmo que eu estava passando mal, não teve nenhuma graça.







Saindo para jantar

Acho que dormi por quase duas horas e então a Rebecca me acordou.
Precisávamos comer, porque saco vazio não para em pé.
A dor de cabeça havia passado um pouco, mas a tontura e o enjoo não havia passado.
A noite lá é bem fria, então nos agasalhamos bem e saímos em direção ao restaurante que GianCarlo nos recomendou.
Era perto do hotel, em uma das ruas que cruzava a Plaza de Las Armas.
Apesar de ainda estar mal, não dava para deixar de observar que a cidade era ainda mais bonita a noite.
Já tinha parado de chover, aquele ar bem geladinho, as pessoas bem agasalhadas, as  luzes amarelinhas, uma graça.
Chegando ao restaurante Don Tomás, fomos recebidas por um garçom muito simpático, que logo nos levou a uma mesa mais reservada e já se apressou em nos oferecer o famoso drink Pisco Sur.
É uma bebida feita de aguardente de uva, limão, açúcar, clara de ovo, gelo e uma pitada de pimenta.
É como se fosse uma caipirinha.
Tem até briga entre o Chile e o Peru para saber mesmo de onde veio o Pisco, mas isso já é outra história.
Infelizmente não pude provar devido o meu estado, mas segundo a Rebecca era muito bom, bem docinho.
Depois, fomos dar uma olhada no cardápio.
Como estava frio e eu ruim do estômago, resolvi pedir um prato que não me recordo o nome que parecia uma sopa, estava mais para uma canja.
Tinha arroz, legumes e galinha.
Só consegui tomar o caldo.
A Rebecca pediu um risoto com queijo e o famoso Chicha Morada, uma bebida feita com milho roxo.













Uma pena eu estar daquele jeito, porque o lugar era tão bonito e tão aconchegante, mas, enfim.
Pedimos a conta e não consigo lembrar o quanto foi, mas algo em torno de 30 soles.
Resolvemos dar uma volta e foi a melhor coisa que fiz.
Mas antes tínhamos que passar em uma farmácia para comprar o famoso remédio Soroche Pills.
No mapa que a agência nos deu tinha o endereço de uma farmácia chamada Inca Farma que ficava na Avenida El Sol. Mas só naquele quadrilátero da praça eu tinha contado três, e todas eram Inca Farma.
Mas por sorte tinha uma farmácia do lado do restaurante.
Fomos até lá e uma senhora bem simpática nos atendeu.
Se eu não me engano cada comprimido do Soroche Pills custava 2 soles, e ela me ofereceu a caixa, mas achei um exagero, e resolvi levar só dois comprimidos, até mesmo porque eu não sabia se ía fazer efeito.
Me senti mais aliviada e mais animada para tentar dar mais uma volta antes de voltar para o hotel.








A busca pela pedra de doze angulos

Achei curioso que alguns funcionários ficavam na porta dos bares e restaurantes e falavam para entrar e conhecer.
Quando falavam comigo falavam em espanhol, mas com a Rebecca só falavam em inglês.
Foi bastante divertido.
Foi muito bom saber que bastante gente fala dois idiomas, porque se eu não soubesse o espanhol, estaria garantida com a Rebecca que fala inglês.
Começamos a caminhar por ruas estreitas, quase todas de pedras, do chão até as paredes.
A Rebecca tinha visto antes da gente viajar sobre a pedra de doze ângulos, mas mal sabíamos que estávamos tão perto.
Foi aí que nos deparamos com um rapaz chamado Pepe, que foi logo contando a história das pedras e nos mostrou a famosa pedra de doze ângulos.
Gente, é incrível de verdade.